Talvez de dois versos ou duas canções, talvez de dois tragos num cigarro ou um choro copioso ou o choro no violão.
Talvez, esse peso que mora do lado esquerdo do peito, um pouco mais puxado pro meio, me desenhe coisas que nem sei, confissões e poemas que morrem cá dentro, por sofrimento fetal, por pouca oxigenação cerebral ou por anseio de crescer. Por morte e por morte, em doses calcárias de asfixia.
Hoje não me apetece o sono ou a cama. Tenho unicamente vontade de ter vontade de algo. Hoje não me animam os livros, só os planos. Não me seduz a batalha, só a vitória. Não quero suor, quero colo.
Em conseqüência disso, não me animam os olhos nos horizontes mais longínquos, me eriçam apenas os toques, as mãos no corpo, os olhos nos olhos... Coisas que hoje... é, hoje não tem.
Resta, de tudo, a espera.
E isso hoje, não me anima.
Faz estardalhaço nesse tédio em espaço-alma.
Saudade não tem peso.
Saudade guarda o silêncio de tudo.
Mesmo quando nada se cala.
Noite fria.
Dia Nublado.
Dia Nublado.
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