Quando eu me atrevo, sorrateira, a ficar pela casa cismando com vozes inaudíveis e medos terríveis, a noite custa a passar.
Quando em vão a alegria senta ao meu lado e me conta que sorrindo fico mais bonita, esse solo de angústia me seduz, me toma de volta, me embriaga... E fico sozinha entre mundos e eras.Quem me plantou essa erva no peito? Daninha, corrói e me custa a matar. Quem me deixou esse segredo obscuro? Quando ele fala vejo milênios em sua voz.
Derrama esse gosto amargo na boca e nos olhos.
Ciúme.
Medo que escurece o dia.
Daqui, até o arrebol, mil luas morrem e eu não mudo essa ânsia.
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